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Quinta-feira, 11 de Junho de 2026
Advogada e servidor ligado à Polícia Penal são alvos de operação do Gaeco
Segundo o MP, há indícios de cobrança de valores a presos e familiares para evitar transferências prisionais
Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, cumpriu mandados de busca e apreensão nos municípios de Antonina e Morretes. A investigação apura um suposto esquema de extorsão contra presos e familiares e também a prática de corrupção ativa envolvendo um servidor terceirizado ligado à Polícia Penal do Paraná.
Batizada de Operação Fidúcia, a ação teve como alvo uma advogada e um funcionário vinculado ao Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen). Os mandados foram expedidos pelo Juízo de Garantias da Vara Criminal de Antonina.
Durante a operação, foram apreendidos telefones celulares dos investigados.
"Foi dado cumprimento a mandados de busca nos municípios de Morretes e Antonina, em investigação na qual se apura a aparente prática dos crimes de extorsão de presos e familiares e também de corrupção ativa de agente público vinculado ao Deppen. Conforme apurado, obtiveram-se indícios da exigência de valores para que presos não fossem transferidos da Cadeia Pública de Paranaguá para presídios maiores em Curitiba e região metropolitana", afirmou o promotor de Justiça Vinicius Fernando Zonatto, responsável pelo caso.
Até o momento, não foram divulgados os valores supostamente cobrados nem a quantidade de pessoas que teriam sido vítimas do esquema. O caso segue sob investigação do Gaeco.
Fonte: Ilsinéia Machado / Catve.com

















