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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026

Drogas escondidas em eletrodomésticos enviados de Foz são alvo de operação em três estados

Investigação identificou cerca de 120 encomendas suspeitas destinadas à São Paulo

Drogas escondidas dentro de eletrodomésticos e enviadas principalmente de Foz do Iguaçu, estão no centro de uma investigação sobre tráfico interestadual e lavagem de dinheiro.

O esquema suspeito é alvo de uma operação nesta quinta-feira (15), com cumprimento de mandados em Foz e Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, além de cidades de São Paulo e Santa Catarina.

Segundo a investigação, os entorpecentes eram despachados como encomendas de produtos comprados pela internet. As autoridades identificaram cerca de 120 remessas suspeitas destinadas a três grupos de compradores na Grande São Paulo.

As apurações começaram em setembro de 2025, após informações de que moradores da capital paulista recebiam dezenas dessas encomendas desde 2024. O rastreamento apontou que os pacotes partiam de uma mesma vendedora e eram postados principalmente em Foz do Iguaçu.

Dinheiro passava por empresas e contas de terceiros

Além do envio das drogas, o grupo é suspeito de tentar esconder a origem do dinheiro obtido com o tráfico.

Relatórios financeiros identificaram movimentações muito superiores à renda declarada pelos investigados. Os valores circulavam por meio de transferências fracionadas, saques em dinheiro e repasses rápidos para contas de terceiros e empresas recém-abertas, algumas sem atividade econômica real.

Essas transações também permitiram identificar ligações entre grupos de compradores que, inicialmente, pareciam atuar de forma independente.

Mandados no Paraná e em outros estados

A Operação Yellow Code, realizada pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco, e pela Polícia Federal, prevê o cumprimento de 14 mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão.

Além de Foz do Iguaçu e Pinhais, as ordens judiciais são cumpridas em São Paulo, São Caetano do Sul e Praia Grande, no estado paulista, e em Palhoça, Santa Catarina.

A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 5 milhões em contas bancárias de cada investigado, além de veículos registrados em nome de pessoas e empresas ligadas ao grupo.

Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O material apreendido será analisado para identificar outros possíveis envolvidos e rastrear o patrimônio relacionado ao esquema.

Fonte: Ilsinéia Machado / Catve.com

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