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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2026

Megaoperação mobiliza mais de 500 policiais e mira organização criminosa no Paraná

Ação ocorre em três estados, com 215 ordens judiciais

Megaoperação da Polícia Civil do Paraná (PCPR), em conjunto com o Ministério Público do Paraná (MPPR), mobiliza mais de 500 policiais nesta quarta-feira (14) para cumprir 215 mandados judiciais contra uma organização criminosa. As ações ocorrem no Paraná, em Santa Catarina e em São Paulo, incluindo Cascavel.

Ao todo, são cumpridos 95 mandados de prisão e 120 de busca e apreensão. A Justiça também autorizou a quebra do sigilo bancário de contas utilizadas pelo grupo e o acesso aos dados de aparelhos eletrônicos apreendidos.

A operação conta com equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar do Paraná, da Polícia Penal do Paraná, da Polícia Civil de Santa Catarina e da Polícia Militar de São Paulo. Cães de faro também auxiliam nas diligências.

INVESTIGAÇÃO

As investigações começaram em Clevelândia, no Sudoeste do Paraná, após a apuração de crimes violentos atribuídos à organização criminosa. Entre as práticas investigadas estão tortura, cárcere privado e cobranças de dívidas do tráfico por meio de ameaças e intimidação.

Segundo a Polícia Civil, o grupo transportava drogas entre municípios, utilizava depósitos para armazenar os entorpecentes e coordenava pontos de venda à distância. As lideranças negociavam grandes quantidades de cocaína, crack e maconha para distribuição em diferentes regiões, com preços tabelados.

A investigação também identificou uma estrutura de comando dentro do sistema prisional. De acordo com a delegada Alini Simadon, a análise de celulares clandestinos apreendidos em uma penitenciária do Sudoeste permitiu rastrear ordens relacionadas aos crimes violentos e revelar a atuação do grupo em diferentes cidades.

Dentro das unidades prisionais, a organização mantinha funções definidas, com integrantes responsáveis por fiscalizar regras internas, julgar detentos considerados infratores e aplicar castigos físicos. Outros cuidavam da circulação de celulares e roteadores para manter a comunicação com pessoas do lado de fora.

A rede externa, conforme a investigação, também contava com familiares e colaboradores que transportavam drogas para dentro de presídios durante visitas.

LAVAGEM DE DINHEIRO

A Polícia Civil identificou ainda um esquema de movimentação financeira para ocultar os valores obtidos com o tráfico. Segundo a delegada, familiares de presos realizavam transferências via PIX para contas em nome de terceiros sem ligação direta com os detentos.

Os depósitos eram fracionados e os saques realizados rapidamente, com o objetivo de dificultar o rastreamento dos recursos. A investigação também apontou o uso de uma empresa de fachada para receber pagamentos relacionados a cargas de drogas, além de planilhas utilizadas para controlar as movimentações financeiras.

MANDADOS

As ordens judiciais são cumpridas em 20 municípios do Paraná, além de Abelardo Luz, em Santa Catarina, e São Carlos e Cotia, em São Paulo.

No Paraná, a operação ocorre em Clevelândia, Pato Branco, Francisco Beltrão, Palmas, Coronel Vivida, Realeza, Santa Izabel do Oeste, Dois Vizinhos, Cascavel, Curitiba, Piraquara, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Capanema, Salto do Lontra, Santo Antônio do Sudoeste, Itaipulândia, Santa Helena, Barracão e Cruzeiro do Oeste.

Fonte: Redação Catve com Assessoria PCPR

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