Notícias da Região | Operação Armeiro
Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2026
Operação Armeiro mira policiais suspeitos de integrar esquema criminoso no Paraná
Gaeco cumpre mandados de prisão e busca contra três PMs de Maringá investigados por tráfico, organização criminosa e fornecimento de armas
O Ministério Público do Paraná deflagrou na manhã de hoje (quarta-feira, 25) a Operação Armeiro para apurar o possível envolvimento de três policiais militares de Maringá em uma série de crimes relacionados ao tráfico de drogas e à atuação de organização criminosa. A ação é conduzida pelo Núcleo de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, oito mandados de busca e apreensão e oito mandados de busca pessoal. As ordens judiciais, expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual, tiveram como alvo endereços em Maringá e em Mandaguaçu. Além dos três policiais — todos presos preventivamente — também foram alvos três pessoas físicas e duas pessoas jurídicas.
A operação contou com apoio do 4º Batalhão de Polícia Militar e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná, que acompanham as investigações desde o início.
Segundo o Gaeco, as apurações começaram em março de 2025, após o recebimento de informações que indicavam a possível prática de crimes envolvendo agentes públicos, civis e empresas. Com o avanço das investigações, surgiram indícios de que um dos policiais atuava como braço armado de uma organização criminosa, sendo responsável pelo repasse de informações sigilosas, cobranças violentas, intimidações e fornecimento de armas de fogo — inclusive fuzis — utilizadas no narcotráfico e em execuções sob encomenda.
As investigações apontam ainda que os três policiais teriam usado a função pública para negociar com traficantes, manipular ocorrências, forjar flagrantes e desviar drogas apreendidas. O suposto esquema, estruturado e reiterado, também envolveria agressões físicas contra abordados, falsidade ideológica, destruição de provas e fraudes processuais.
O nome da operação faz referência à atuação de um dos investigados como fornecedor de armamentos ao grupo criminoso. O material apreendido será analisado para aprofundar as apurações, que seguem sob sigilo judicial.
Fonte: Umuarama News

















