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Notícias da Região | Operação Kriptonita

Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026

Operação Kriptonita mira quadrilha que furtava Hilux na região e enviava ao Paraguai

Megaoperação revela esquema comandado de Umuarama, com participação de adolescentes, estrutura criminosa e atuação internacional

Uma organização criminosa que transformou o furto de caminhonetes de luxo em um negócio altamente estruturado, com ramificações internacionais, tornou-se alvo de uma megaoperação policial na manhã de hoje (quarta-feira, 28). Batizada de Operação Kriptonita, a ofensiva da Polícia Civil do Paraná (PCPR) busca desmantelar uma quadrilha especializada no furto de veículos, principalmente Toyota Hilux, que eram levados até a fronteira e encaminhados ao Paraguai.

O que mais impressiona os investigadores é a estrutura montada para sustentar os crimes. Segundo a Polícia Civil, o esquema era comandado diretamente de Umuarama por um homem conhecido pelo apelido de “Forte”, apontado como líder da organização e considerado de alta periculosidade pelas autoridades.

Com extenso histórico criminal, ele também é procurado pela Justiça do Rio de Janeiro, onde possui mandado de prisão em aberto decorrente de condenação por tráfico de drogas. Conforme a investigação, o suspeito ainda teria liderado, em 2025, uma fuga violenta da cadeia pública de Assis Chateaubriand, quando agentes penitenciários foram feitos reféns e criminosos escaparam utilizando viaturas e armamentos roubados da unidade prisional.

Engrenagem criminosa

As investigações revelaram que os furtos não aconteciam de maneira improvisada. Havia planejamento, financiamento, divisão de tarefas e uma verdadeira logística para retirar as caminhonetes do território brasileiro.

Criminosos de Joinville, em Santa Catarina, eram recrutados para atuar no Noroeste paranaense. Segundo a PCPR, o chefe da organização custeava combustíveis, deslocamentos e até aluguéis de quitinetes utilizadas como bases operacionais.

Outro detalhe alarmante é a participação de adolescentes. Conforme a polícia, menores eram aliciados para identificar possíveis vítimas, selecionar veículos e conduzir as caminhonetes furtadas pelas rodovias estaduais e federais até a fronteira com o Paraguai.

Os jovens atuavam como verdadeiros pilotos do esquema, transportando veículos em alta velocidade, numa atividade que colocava em risco não apenas os envolvidos, mas também outros usuários das rodovias.

Enquanto os proprietários enfrentavam o prejuízo e a angústia de perder seus veículos, integrantes da quadrilha comemoravam os furtos bem-sucedidos. De acordo com a investigação, o líder promovia churrascos e confraternizações em chácaras de lazer e luxo alugadas na região.

Ação em quatro cidades

Coordenada pelo Grupo de Diligências Especiais (GDE) da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, a Operação Kriptonita conta com apoio da Polícia Militar e da Força Nacional de Segurança Pública.

Ao todo, estão sendo cumpridos sete mandados de prisão preventiva, dois de apreensão e internação provisória de adolescentes e 11 mandados de busca e apreensão, simultaneamente em Umuarama, Alto Piquiri, Guaíra e Perobal.

Os policiais procuram equipamentos eletrônicos utilizados para violar sistemas de segurança automotivos, dispositivos de programação de chaves, módulos de ignição, ferramentas de arrombamento, placas clonadas, armas, dinheiro e aparelhos de comunicação.

Os investigados são suspeitos de envolvimento em organização criminosa armada e transnacional, furtos qualificados, corrupção de menores e lavagem de dinheiro, entre outros delitos.

A operação permanece em andamento. Novas informações sobre prisões, apreensões e o alcance da organização deverão ser divulgadas pela Polícia Civil ainda nesta quarta-feira.

Fonte: Umuarama News

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