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Notícias da Região | Operação Nerovino

Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026

PF deflagra operação contra esquema de vinhos argentinos ilegais em vários estados; Paraná está entre os alvos

A ação mobiliza mais de 100 policiais federais e cumpre 25 mandados de busca e apreensão no Paraná e em outros quatro estados, além do Distrito Federal.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (15) a Operação Nerovino, para desarticular uma organização criminosa investigada por introduzir e comercializar vinhos argentinos ilegalmente no Brasil. A ação mobiliza mais de 100 policiais federais e cumpre 25 mandados de busca e apreensão no Paraná e em outros quatro estados, além do Distrito Federal.

No Paraná, as diligências ocorrem em Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Fazenda Rio Grande, Ampére, Foz do Iguaçu e Umuarama. A operação também abrange municípios do Rio de Janeiro, Goiás, Espírito Santo e Piauí, além de Brasília.

A Justiça Federal determinou ainda o sequestro de imóveis e veículos ligados aos investigados. A medida busca evitar que o patrimônio supostamente adquirido com recursos das atividades ilegais seja transferido ou ocultado.

Investigação começou em 2025

As apurações tiveram início em março de 2025, após uma ação policial localizar aproximadamente 4,2 mil garrafas de vinhos estrangeiros em um depósito na Região Metropolitana de Curitiba. A carga foi avaliada em mais de R$ 900 mil.

A análise do material levou os investigadores a identificar indícios de uma estrutura organizada, com divisão de tarefas e atuação em diferentes regiões do país. Conforme a PF, os vinhos eram introduzidos irregularmente no Brasil, transportados até locais de armazenamento na região de Curitiba e, depois, distribuídos a revendedores de outros estados.

Para dificultar a fiscalização, os investigados supostamente utilizavam empresas de fachada, documentos fiscais com informações falsas e contas bancárias de terceiros. A investigação também identificou indícios de que familiares e outras pessoas eram utilizados para movimentar dinheiro e registrar bens em seus nomes, ocultando os possíveis proprietários.

Crimes investigados

A Receita Federal prestou apoio à operação em um dos endereços investigados, onde havia suspeita de armazenamento de mercadorias estrangeiras introduzidas irregularmente no país.

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por descaminho, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Outros crimes também poderão ser identificados no decorrer das apurações.

Fonte: Redação Catve com Assessoria PF

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