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Notícias da Região | Operação Chão de Giz

Terça-feira, 07 de Julho de 2026

Operação Chão de Giz cumpre 41 mandados contra esquema de corrupção em licitações de asfalto no Paraná

Investigação do Gaeco e Gepatria apura pagamento de propina, fraudes em contratos públicos e favorecimento de empresas em cinco municípios paranaenses

O Ministério Público do Paraná (MPPR) deflagrou, na manhã de hoje (terça-feira, 7), a segunda fase da Operação Chão de Giz, com o cumprimento de 41 mandados de busca e apreensão em cinco municípios do Estado. A ação é coordenada pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, em conjunto com os núcleos regionais de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

A operação investiga um suposto esquema de corrupção ativa e passiva, fraude em processos licitatórios e direcionamento de contratos públicos envolvendo um grupo de empresas que atua principalmente no fornecimento de massa asfáltica para dezenas de municípios paranaenses.

De acordo com o Ministério Público, as investigações apontam que agentes públicos teriam favorecido o grupo empresarial durante licitações e na execução de contratos administrativos. Em troca, os empresários investigados teriam pago propina a servidores e autoridades, em valores que, em alguns casos, chegavam a 10% do total contratado.

Nesta nova etapa, a força-tarefa busca aprofundar as investigações e desarticular ramificações da organização criminosa que, segundo o MPPR, estariam espalhadas por diferentes regiões do Paraná. As ordens judiciais foram expedidas em cinco procedimentos distintos. Três delas partiram do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), em razão da existência de investigados com foro por prerrogativa de função, enquanto as demais foram autorizadas pelas comarcas de Ortigueira e Palmital.

Os mandados são cumpridos nos municípios de Grandes Rios, onde foram expedidas oito ordens judiciais, incluindo buscas contra dois ex-prefeitos; Mauá da Serra, com seis mandados, entre eles um direcionado a um ex-prefeito; Rio Branco do Ivaí, que concentra 11 mandados, incluindo um contra o atual prefeito; Ortigueira, com dez mandados, entre eles um contra o presidente da Câmara Municipal; e Laranjal, onde são cumpridas seis ordens, incluindo uma contra um secretário municipal.

As investigações buscam reunir documentos, equipamentos eletrônicos e demais provas que possam confirmar o funcionamento do esquema e identificar todos os envolvidos.

A Operação Chão de Giz teve sua primeira fase deflagrada em 2022, quando o foco era apurar crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e peculato envolvendo agentes públicos dos municípios de Cândido de Abreu e Cidade Gaúcha. Como resultado daquela etapa, os investigados responderam a ações por improbidade administrativa em 2024 e, no ano seguinte, foram denunciados criminalmente pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de capitais.

O Ministério Público destaca que as investigações continuam e que novas diligências não estão descartadas, conforme o avanço da apuração e a análise do material apreendido durante o cumprimento dos mandados.

Fonte: Umuarama News

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