Notícias da Região | Operação Raio X
Quinta-feira, 09 de Julho de 2026
Operação Raio X cumpre mandados em seis cidades por suspeita de corrupção em hospital de Cascavel
Investigação do Ministério Público apura fraude em licitações para manutenção de equipamentos radiológicos e suposto pagamento de propina a servidor público
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), deflagrou na manhã de hoje (9) a segunda fase da Operação Raio X, que investiga um suposto esquema de corrupção e fraude em licitações envolvendo o Hospital Universitário de Cascavel. A ação resultou no cumprimento simultâneo de seis mandados de busca e apreensão em cinco municípios paranaenses e um no Ceará.
As ordens judiciais, expedidas pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Cascavel, foram cumpridas nas cidades de Cascavel, Maringá, Curitiba, Marialva, Londrina e também em Aquiraz (CE). A operação tem como foco a apuração dos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, corrupção ativa e corrupção passiva.
Durante o cumprimento dos mandados, equipes do Gaeco apreenderam documentos, computadores, celulares e outras mídias digitais que passarão por perícia técnica. O objetivo é reunir novos elementos para reforçar as provas já existentes e ampliar a investigação sobre a extensão do esquema criminoso.
De acordo com o Ministério Público, as investigações apontam que o grupo atuava para manipular concorrências públicas destinadas à contratação da empresa responsável pela manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos radiológicos utilizados pelo Centro de Imagens do Hospital Universitário de Cascavel.
Segundo os investigadores, as fraudes começavam ainda na fase interna dos pregões eletrônicos. O esquema consistia na elaboração de orçamentos fictícios e no preenchimento de cotações com valores previamente combinados, criando uma referência artificial para elevar o preço máximo das licitações.
Na etapa de disputa entre as empresas, as companhias supostamente envolvidas no conluio deixavam de apresentar uma concorrência efetiva. Com isso, a empresa previamente escolhida era declarada vencedora oferecendo descontos mínimos, muito próximos ao valor máximo estipulado pelo edital, eliminando a competitividade que deveria existir nos processos licitatórios.
As investigações também indicam que, em troca do direcionamento dos contratos, um servidor público que exercia a função de chefe do Centro de Imagens e fiscal dos contratos recebia vantagens indevidas. Conforme o MPPR, a análise das movimentações financeiras revelou um padrão considerado suspeito: as transferências de valores aos investigados ocorriam em datas próximas aos pagamentos realizados pelo Hospital Universitário às empresas contratadas.
O material apreendido nesta nova fase da Operação Raio X será submetido à análise pericial para identificar novas evidências e possíveis envolvidos. O Ministério Público ressalta que as investigações continuam e que o objetivo é esclarecer completamente o funcionamento do esquema, identificar todos os responsáveis e garantir a responsabilização criminal dos envolvidos, caso as suspeitas sejam confirmadas pela Justiça.
Fonte: Umuarama News

















